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COPLACANA Convida

Importância da construção de um bom sistema radicular em cana-de-açúcar: oportunidades e benefícios no uso de bioestimulantes

Tempo de Leitura: 3 min

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*Por Edivaldo Gomes, engenheiro agrônomo e consultor de desenvolvimento de mercado para cana-de-açúcar da UPL Brasil.

As condições climáticas favoráveis do final de 2022 e início de 2023, somadas aos investimentos do setor sucroalcooleiro, refletiram em um aumento na produção de cana-de-açúcar no país, que segundo a Conab, a estimativa de fechamento da produção na safra 2023/24 é de cerca de 680 milhões de toneladas (10,9% de crescimento), com uma produtividade média de 81,1 toneladas/ha.

Dentro os cultivos, a cana-de-açúcar apresenta um dos maiores potenciais produtivos de massa seca, com rendimentos de até 150 t/ha de colmos, no entanto, para que isso ocorra, é necessário que sejam atendidas as exigências climáticas, disponibilidade de água e a realização do correto manejo de solo, adubação e tratos culturais e como a cana-de-açúcar é uma cultura semi-perene, que precisa permanecer implantada por vários anos, quanto maior a longevidade, maior é o benefício econômico, já que dilui os custos de implantação do canavial.

As raízes da soqueira são mais superficiais do que as da cana planta pelo fato dos perfilhos das soqueiras brotarem mais próximo da superfície do solo.

Ou seja, quanto maior o número de cortes, mais superficial torna-se o sistema radicular das soqueiras (Vasconcelos & Garcia, 2005; Cury, 2013).

Neste sentido, a utilização de estratégias de manejo e o uso de soluções que promovam o maior desenvolvimento do sistema radicular, tanto no plantio, mas principalmente em pós corte de soqueira, podem otimizar a produtividade, a longevidade e rentabilidade do canavial, pois viabilizam que as plantas de cana tenham maior acesso à água, nutrientes e possam suportar melhor o ataque de pragas de solo.

Para isso, o ideal é que o produtor faça um bom preparo do solo (construção de perfil através de calagem, gessagem, boa adubação mineral e orgânica), adequado manejo varietal e associe com outras estratégias como adubação verde e o uso de biossoluções.

A aplicação de Bioestimulantes pode ajudar para que a planta produza mais raízes, fazendo com que a mesma possa explorar de forma mais eficiente o solo, ser mais eficaz na busca de nutrientes, tenha maior sustentação e, principalmente alcance água em perfis mais profundos do solo, amenizando danos por baixa pluviosidade, como geralmente acontece entre os meses de maio à agosto.

Veja o exemplo da imagem, comparando áreas de cana sem e com uso de Bioestimulantes (talhões centrais, apresentando coloração de folhas mais verdes mesmo após período de estiagem).

Outro ponto importante é ter em mente o conceito de renovação radicular que ocorre todos os anos na cultura da cana.

É essencial ressaltar que, após o corte será formado um novo sistema radicular que se formará a partir do novo perfilho emitido, e todas as reservas de nutrientes, açúcares e carboidratos contidos nas estruturas de rizomas e raízes antigas, serão migradas para formação e crescimento de novos perfilhos e raízes, ou seja, uma planta bem estruturada radicularmente, além de ajudar a suportar intempéries neste ciclo atual, também contribuíra muito para uma melhor brotação da socaria do ciclo posterior.

Este contexto reforça a importância de se fazer a aplicação de estímulos nutricionais e fisiológicos visando aumentar ao máximo a quantidade e profundidade do sistema radicular.

Dessa forma, o uso de bioestimulantes se tornou uma ferramenta com grande viabilidade econômica, com excelente custo-benefício e podendo trazer ganhos de produtividades próximos a 20%.