Um dos maiores desafios da produção de cana-de-açúcar é a infestação de plantas daninhas como a grama-seda, a corda-de-viola, a mucuna-preta, o capim-colchão e o capim-braquiária.
Por isso, a matocompetição com elas pode derrubar a produtividade dos canaviais em até 85%, de acordo com a UFLA (Universidade Federal de Lavras).
Desta forma, alguns cuidados são essenciais para conter essa infestação.
O Consultor Técnico de Vendas da filial COPLACANA de Rio Claro (SP), Hugo Basile Menezello, explicou que, por possuir um ciclo longo e se tratar de uma cultura perene, o desafio do produtor rural é combater essas invasoras, escolhendo o produto correto que tenha o residual para controlar o banco de sementes durante todo o ciclo da cana.
Para solucionar esse problema e evitar prejuízos, é necessária a aplicação sequencial de herbicidas pré e pós-emergentes.
Sem o posicionamento correto, a planta daninha pode se tornar resistente, ou seja, ter a habilidade de sobreviver e se reproduzir após a dose de herbicida que a controlaria.
A resistência dificultará ainda mais o controle dessa planta daninha, causando a matocompetição.
O que é matocompetição?
Matocompetição é a concorrência da planta daninha com a cultura da cana por nutrientes, oxigênio, luz, água e espaço. Algumas dessas plantas, por exemplo, liberam, também, substâncias químicas que geram uma competição por alelopatia, que, de acordo com a Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – USP), consiste em qualquer efeito que uma planta (incluindo microrganismos) exerce sobre outra pela produção de compostos químicos liberados no ambiente.
Além de promover impactos diretos no desenvolvimento da cultura, a matocompetição traz alguns indiretos, como rendimento operacional e matéria-prima na indústria.
Dicas para controlar a resistência de plantas daninhas
Para controlar a resistência dessas plantas daninhas, é fundamental seguir algumas estratégias. Entre elas:
- Bom preparo de solo para controle do banco de sementes e cultura remanescente;
- Rotação de culturas;
- Cuidado adequado e limpeza dos maquinários e implementos utilizados na lavoura, como colheitadeiras, tratores, grade, subsoladores;
- Posicionamento correto do herbicida, de acordo com o tipo de solo, umidade, época do ano;
A última e mais importante dica é consultar um engenheiro agrônomo, que te orientará nas ações voltadas à produtividade e sustentabilidade.
A COPLACANA conta com os especialistas mais capacitados do mercado para te ajudar a coibir essa e outras pragas.
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